Mateus discute a linhagem, nascimento e início da vida de Cristo nos dois primeiros capítulos. O livro discute o ministério de Jesus. As descrições dos ensinamentos de Cristo estão organizadas na forma de “discursos”, como o Sermão da Montanha nos capítulos 5 a 7. Capítulo 10 envolve a missão e propósito dos discípulos; capítulo 13 é uma coleção de parábolas, capítulo 18 discute a igreja, capítulo 23, começa um discurso sobre hipocrisia e o futuro. Os capítulos 21 a 27 discutem a prisão, tortura e execução de Jesus. O capítulo final descreve a ressurreição e a Grande Comissão.

Conexões: Como o objetivo de Mateus é apresentar Jesus Cristo como Rei e Messias de Israel, ele cita o Antigo Testamento mais do que os outros três escritores dos evangelhos. Mateus cita mais de 60 vezes passagens proféticas do Antigo Testamento, demonstrando como Jesus as cumpriu. Ele começa seu evangelho com a genealogia de Jesus, traçando sua linhagem até Abraão, o progenitor dos judeus. De lá, Mateus cita extensivamente os profetas, muitas vezes utilizando a frase “como foi dito pelo (s) profeta (s)” (Mateus 1:22-23, 2:5-6, 2:15, 4:13-16, 8 :16-17, 13:35, 21:4-5).

Estes versículos referem-se às profecias do Antigo Testamento acerca do Seu nascimento virginal (Isaías 7:14) em Belém (Miqueias 5:2), Seu retorno do Egito após a morte de Herodes (Oseias 11:1), Seu ministério aos gentios (Isaías 9:1-2; 60:1-3), Suas curas milagrosas do corpo e alma (Isaías 53:4), Suas lições na forma de parábolas (Salmos 78:2) e Sua entrada triunfal em Jerusalém (Zacarias 9:9).

Aplicação Prática: O Evangelho de Mateus é uma excelente introdução aos ensinamentos fundamentais do Cristianismo. O estilo lógico do esquema facilita a localização das discussões de vários temas. Mateus é especialmente útil para a compreensão de como a vida de Cristo foi o cumprimento das profecias do Antigo Testamento.

Seus compatriotas judeus eram a audiência a quem se dirigia Mateus e muitos deles — especialmente os fariseus e saduceus — teimosamente recusaram-se a aceitar Jesus como seu Messias. Apesar de séculos lendo e estudando o Antigo Testamento, seus olhos estavam cegos para a verdade de quem era Jesus. Jesus os repreendeu por seus corações duros e sua recusa em reconhecer Aquele por quem supostamente estavam aguardando (João 5:38-40). Eles queriam um Messias em seus próprios termos, uma pessoa que cumprisse os seus próprios desejos e fizesse o que eles quisessem.

Quantas vezes buscamos a Deus em nossos próprios termos? Não o rejeitamos quando lhe atribuímos apenas os atributos que consideramos aceitáveis, aqueles que nos fazem sentir bem — Seu amor, misericórdia, graça — enquanto rejeitamos aqueles que consideramos ofensivos — Sua raiva, justiça e ira santa? Que não nos atrevamos a cometer o erro dos fariseus, criando Deus em nossa própria imagem e em seguida esperar que Ele viva de acordo com nossos padrões. Tal deus é nada mais do que um ídolo. A Bíblia nos dá informação mais do que suficiente sobre a verdadeira natureza e identidade de Deus e de Jesus Cristo para justificar a nossa adoração e a nossa obediência.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here