figueira

E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando; e disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; e, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar. Lucas 13:6-9

Jesus contou nessa parábola que um homem tinha uma figueira planta em sua vinha, e quando foi procurar fruto nessa figueira ele não encontrou.

Era comum entre os judeus que figueiras fossem plantadas em vinhas. Isso também significa que quando plantadas nas vinhas, as figueiras recebiam cuidados especiais.

Jesus também nos informa que o homem havia procurado por frutos na figueira durante três anos, e nada tinha encontrado. É importante entender que não se tratavam dos primeiros três anos de vida daquela figueira.

Vale lembrar de que na Lei de Moisés havia uma condição de que apenas a partir do quinto ano os frutos de uma árvore poderiam ser consumidos. Os frutos dos três primeiros anos deveriam ser descartados, e os frutos do quarto ano deveriam ser ofertados ao Senhor (Lv 19:23-25).

Portanto, a falta de figos na figueira simbolizava a reprovação de Deus e seu juízo iminente: se não produzisse fruto a figueira seria cortada. O significado central dessa parábola não se resume apenas a Israel, mas a todos que ouvem e leem essas palavras de Jesus.

Essa parábola nos mostra a verdade de que se um simples homem se importou com a figueira estéril de tal modo que se comprometeu a trabalhar nela por mais um ano, mais ainda Deus se importa com o homem e se mostra magnânimo e paciente. Porém, sua paciência tem um tempo limite.

Aqui aprendemos que Deus é misericordioso, mas chegará o tempo em que o dia do juízo virá. Hoje os homens estão vivendo num tempo de oportunidade, mas chegará o momento em que a oportunidade de salvação será tirada, a figueira estéril será cortada e se perderá para sempre.

Deus é soberano e a Bíblia ensina claramente a doutrina da justificação pela graça mediante a fé, mas isso não anula a responsabilidade do homem. O homem, depravado e corrompido pelo pecado, não poderá culpar Deus pela sua negligência.

Quando o tempo permitido pelo Senhor para que o homem se arrependa tiver se esgotado, então ninguém poderá escapar do juízo de Deus. Essa parábola, sem dúvida, enfatiza a responsabilidade humana.

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