Meninos

Mas, a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros,

E dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes.

Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio.

Veio o Filho do homem, comendo e bebendo e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos. Mateus 11:16-19

Jesus não estava querendo identificar cada grupo com um elemento da parábola, mas demonstrar que, tal como as crianças agem em suas brincadeiras diárias, assim muitos estavam se comportando, agindo de maneira contraditória, infantil e volátil.

Jesus finaliza a parábola dizendo: “Mas a sabedoria é justificada por suas obras”. No Evangelho de Lucas a frase é: “Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos”. Embora exista essa diferença na construção da frase, ela não altera o sentido principal da mensagem transmitida. A sabedoria citada refere-se à sabedoria de Deus, ou seja, a expressão usada por Mateus enfatiza que as obras realizadas por Jesus são provas da sabedoria de Deus, enquanto o Evangelho de Lucas enfatiza a condição de que os filhos de Deus são testemunhas vivas de sua sabedoria, isto é, João Batista e Jesus tinham cada um uma missão distinta a cumprir, e muitas pessoas viram neles a sabedoria de Deus revelada, de maneira que os filhos da sabedoria são todos aqueles que foram sábios o suficiente para receber sinceramente a mensagem anunciada por João Batista e, depois, pelo próprio Cristo.

Existe uma diferença entre inocência e infantilidade: Jesus nos ensinou uma mensagem muito clara em seu ministério de que precisamos “ser como crianças”, dando ênfase na questão da inocência. Porém há uma diferença muito grande entre o “ser como criança” e o “ser infantil”. Enquanto a primeira condição é elogiada pelo mestre, a segunda é condenada explicitamente. Sobre esse aspecto, podemos refletir em nossas próprias vidas qual o tipo de conduta que estamos tendo. Será que estamos agindo de maneira infantil, imatura e volátil com as questões do reino de Deus?

Há uma grande diferença em ser como criança, pois o senhor nos diz que se formos como crianças entraremos no reino de Deus e se formos infantis ele quer dizer que precisamos crescer e ser maduros espiritualmente buscando entendimento de filhos experientes e não como bebês na fé.

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