o que é paz

Comecemos definindo o que é paz. No Antigo Testamento, o termo shalom se refere à ideia de ausência de conflito (1Cr 22.9; Pv 17.1), entretanto, por toda a Bíblia, o termo tem uma extensão de significado bem mais ampla. Pode significar bem-estar do indivíduo, de grupos, de nações, prosperidade física e material (Sl 4.8; Lm 3.17; 1Sm 20.42; Ml 2.5; Êx 18.23; Gn 15.15; Zc 8.19).

No Novo Testamento, a palavra paz tem seu sentido ampliado para a ideia de satisfação da ira de Deus por meio da morte de Cristo na cruz. Cristo veio para estabelecer a paz (Lc 2.14,29; 19.42), ele ensinou a necessidade de paz (Mt 5.9; Jo 14.27), e a trouxe por meio de sua morte e ressurreição (Rm 15.33ss).

Outro sentido percebido é o de paz interior que, embora não se caracterize pela ausência de lutas ou adversidades circunstanciais, mostra-se suficiente para trazer discernimento e controle emocional diante de momentos de angústia, dúvida e terror (Rm 15.13; Gl 5.22; 2Tm 2.22; Jo 16.33; Hb 12.11; 2Co 4.7ss).

Em 2Tessalonicenses 3.16 lemos sobre uma paz bem diferente da paz superficial que às vezes desejamos e temos, a paz de fora… apenas na superfície sem viver ela no profundo.

A paz que as pessoas ao nosso redor imaginam é aquela sensação que traz calma, tranquilidade, bem-estar, algum tipo de contentamento, no dia a dia. Acontece que esse tipo de paz pode ter diversas origens. O uso de algumas substâncias entorpecentes, por exemplo, podem dar à pessoa a sensação de calmaria, autocontrole, submissão. É o caso de bebidas alcoólicas para alguns, de cigarros para outros, ou até mesmo outros tipos de droga. Música também pode ser um excelente recurso para fazer com que alguém fique calmo. Uma boa prosa com amigos, um passeio contemplando a natureza. Várias são as formas de encontrar bem-estar. Mas, certamente, não é desse tipo de paz que a Bíblia fala.

A paz que as Escrituras apresentam é de um tipo bem diferente. É a paz gerada pelo consolo absoluto do Espírito Santo no coração de quem crê. Foi essa a paz que Davi evocou (Sl 4.8, NTLH) e que só pode ser sentida por aqueles que tiveram o coração transformado pela graça soberana do Senhor, pois experimentam a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). Sem essa experiência vital de transformação, é impossível viver a paz genuína. A certeza da fé é que dá ao coração crente a segurança de enfrentar quaisquer situações.

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